domingo, 29 de janeiro de 2012

UMA PEDAGOGIA QUE PENSA OS OPRIMIDOS E OPRESSORES!





UMA BELA DESCRIÇÃO: Uma das primeiras obras que Paulo Freire escreveu já traz no título um destaque a ser pensado. Em “Pedagogia do Oprimido” a conjunção do (de mais o artigo o) já nos faz refletir que não é uma pedagogia já pronta para as pessoas oprimidas, e sim uma construção delas próprias. A pedagogia hoje dominante é a das classes dominantes, que não viria a ser útil para as classes dominadas. Por isso a pedagogia do oprimido viria a ser libertadora, não só para ele, mas para seu opressor também. No entanto, em um primeiro momento, é preciso saber quem é o oprimido e quem é o opressor, dessa forma, o oprimido deve se ver como tal para então poder se libertar. Toda pessoa tem o direito de ser livre, mas essa liberdade, essa libertação causa um certo medo e receio por não ser algo comum e cotidiano. 

Por JULIANA GEMELLI, estudante de Licenciatura em História - UFFS/Erechim. Fonte de suporte: http://petconexoesdesaberes-uffs.blogspot.com

MINHA REFLEXÃO PESSOAL E ALERTA: É importante saber que a obra consagrada no meio acadêmico apresenta um conteúdo acrescido dos fatos fundantes para que entendamos as tramas que impregnam a dinâmica da educação como princípio de emancipação do sujeito. E mais: mostra-nos que tudo o que vai se tecendo no presente além de fins intencionais postando “glórias” a uma dada camada social que está empossada pela cultura do momento e por isso se torna dominante, esse mesmo movimento acaba demarcando quem serão os dominados naquela situação histórica. Eis que nascem as resistências daqueles que se sentem descalço frente ao caminho da dignidade humana. Ou seja, tudo é uma questão de tempo histórico: parece-me claro face ao entendimento da sabedoria freiriana em revelar a obra Pedagogia do Oprimido que tudo o que está posto no nicho social é circular, e talvez logo, logo, os ventos rumem por outras instâncias, porém é vital entendermos que a educação para a liberdade da consciência nasce da superação da alienação que nos querem vestir. 

Tudo é uma questão de buscarmos a liberdade pela educação!
Por isso insisto: leia tudo, inclusive o mundo!