quarta-feira, 27 de junho de 2012

APRENDENDO COM JOSÉ SARAMAGO!

“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse: “Não há mais o que ver”, saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”
(José Saramago)

PONDERANDO:

Penso que, entendendo nossas trajetórias de aprendizagem diante das leituras de mundo que fazemos vamos, na mesma medida compreendendo que a vida é feita de ciclos e que as pessoas, nesta eclosão de etapas, se manifestam de acordo com as caracterizações que perfilam aquele ciclo onde se hospedam: talvez você encontre ou ainda se encontre mais tolerante, menos compreensivo, mais amável, menos bondoso, mais agressivo, menos solidário, mais articulador, menos ingênuo, enfim, creio que estes mapas atitudinais são resultados desta “viagem” que estamos fazendo e que na medida em que vamos percebendo e entendendo algumas lições no percurso, vamos também ressignificando posturas e reconduzindo concepções de mundo.  Mas importante, não se assuste se você se deparar com alguém que nem passagem comprou para essa viagem radical de mudança de mentalidade.



domingo, 24 de junho de 2012

APRENDENDO COM MARÍLIA GABRIELA!





“O medo não é uma das minhas emoções mais frequentes.”



Marília Gabriela
(Jornalista, ao ser questionada se não teve receio de se aventurar como atriz)




PONDERANDO:
Diz Rubem Alves que o conhecimento se dá voando pelo desconhecido, ou seja, só se descobre aquilo que se busca revelar, partindo desta constatação, uma vez que vivemos essa manifestação todos os dias quando nos aventuramos a vencer nossos temores que são resultado também de nossas experiências hospedeiras as quais tecem nossas trilhas históricas pessoais, legítimas somos convidados a honrar o famoso convite de nossa querida e admirada Marília Gabriela: “Ficar de Frente!”


Vamos ficar de frente com aquilo que nos assusta e talvez, tomados de coragem, descubramos que o escondido não era tão poderoso ou assustador como pensávamos e descobrimos mais, que desta forma ficamos mais fortes e podemos aprender a dilatar nossa inteligência com todas essas revelações.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

APRENDENDO COM FERNANDA YOUNG!


“Seja alguém simples. Seja algo que você ama e entende. Esqueça o resto, tudo que você precisa está na sua alma e em seu coração.”
(Fernanda Young)


PONDERANDO: A experiência terrena de aprender com as leituras de mundo que fazemos é uma manifestação extraordinária, podemos aprender muito e com tudo o que se revela ao longo de nossa trajetória:
- Amores mal resolvidos.
- Decepções com amigos próximos.
- O exercício do perdão na humildade.
- O trato com o insensato.
- A negação de nossa história.
- O preconceito maquiado.
- O descrédito daqueles que amamos.
- As rasteiras que chegam à mansidão.
 E mais, e mais... muito mais mesmo...
O importante é a aprendizagem, a reinvenção, quanto as dores, teremos que constituir a sabedoria de acomodá-las na quietude, na postura sábia de não entramos na “roda do empurra-empurra”, na “dança do derruba que eu gosto”, pois cair nesta vala será negar nossa capacidade de desenharmos contornos frente a situações segregantes.
Aliás, segregar, expelir, tirar da jogada, negar o direito de ir e vir, esse fenômeno também é digno de reflexão: temos o poder de decidir sem olhar as histórias dos sujeitos que se fazem no mundo assim como nós?
Uma singular verdade: eu, tu, ele, nós, vós e eles, todos em franco processo de aprendizagem diante das faces do mundo.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

APRENDENDO COM A RAINHA VERMELHA!



O MUNDO SUBTERRÂNEO, diz a roteirista Linda Woolverton, faz parte da Terra. “Mas se encontra em algum lugar abaixo do nosso mundo. A única maneira de chegar lá é caindo na toca de um coelho”. É a mesma terra fantástica que Alice visitou quando criança, mas ela entendeu mal e pensou que haviam dito “País das Maravilhas”. Alice, agora com 19 anos, volta à toca do coelho e, embora não tenha lembrança de suas antigas aventuras, ela volta a se reunir com os habitantes do lugar, incluindo o destemido Dormidongo, o aloprado Chapeleiro Maluco, o Gato Risonho, a Lagarta Absolem, a bela Rainha Branca e sua malvada irmã mais velha, a Rainha Vermelha que agora controla e domina tudo o que caracteriza este mundo fabuloso. É ela quem manda. E o povo do Mundo Subterrâneo precisa de Alice!  O Mundo Subterrâneo enfrenta um período difícil desde que a malvada Rainha Vermelha assumiu o trono. Porém, é de fato uma terra maravilhosa, o que talvez explique o motivo pelo qual a menina que pensou que aquele mundo se chamasse o País das Maravilhas tenha sido convocada para ajudar a trazer de volta à glória do lugar. 

IRACEBETH, A RAINHA DE COPAS (ou Rainha Vermelha) (interpretada por Helena Bonham Carter) é uma monarca tirana do Mundo Subterrâneo. Com sua enorme cabeça, temperamento feroz e propensão para gritar para que a cabeça das pessoas sejam cortadas, ela governa seus súditos através do medo. “Ela também problemas emocionais”, diz Bonham Carter. “Basta muito pouco para ela perder a paciência.” Sua irmã caçula, a Rainha Branca, na contramão tem no trono e na coroa a possibilidade de devolver a glória ao mundo subterrâneo.

 
PONDERANDO: Uma bela aprendizagem, é fácil dar uma de Rainha Vermelha e sentar-se de maneira confortável no comodismo levando uma vida de gritos e conspirações perversas contra tudo e contra todos, exigindo a cabeça das pessoas como se fossem troféus para enfeite de paredes, “se é que isso é possível”, o difícil é tomar a posição de quem na outra ponta apenas busca cumprir e desempenhar sua vocação no mundo como ser que existe e que com seu existir talvez incomode a cabeçuda. Assim, eu faria outro convite no tocante à clássica frase: “Cortem a cabeça dele, cortem a cabeça dela!” Eu diria: Celebrem a inteligência dele, celebrem a inteligência dela!  Penso que fica no mínimo coerente com o que diz Fernandéz: “Vamos escutar os idiomas do aprendente!” 


Que fique minha proposta de reflexão!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

PERGUNTA MIRANDA: "FLORES NA PRIMAVERA? QUE INUSITADO!"



Miranda revela-se como alguém que teve de sacrificar-se muito para chegar ao topo e permanecer lá. Amando-a ou odiando-a, ninguém poderá negar que ela é a arquiteta de um formidável império. Miranda tem um incrível poder no mercado. É uma formadora de tendências e gostos e, portanto, direciona-o gerando e marcando, como ferro em brasa sua opinião. Funciona sob muita pressão e dirige a empresa com mão-de-ferro, pontua Meryl Streep.

 Podemos ainda registrar talvez que Miranda desliza na fronteira entre a comicamente má e a mulher verdadeiramente triste. Um ponto fundamental do incrível posto em xeque é a capacidade de mesclar comédia e drama.
Fonte de suporte: http://www.cinepop.com.br


PONDERANDO: E entre muitas pérolas timbradas por Miranda que nos fazem pensar, lança esta: “Flores na primavera? Que inusitado!” revelando certa ironia. Agora temos mais um ponto para aprendizagem: Será que não estamos sendo óbvios demais naquilo que estamos fazendo ou postamos em nossa trajetória de vida? Muitas vezes, por sermos um tanto previsíveis demais em nossas atitudes somos tragados pela indelicadeza, pela falta de elegância, pela hipocrisia, pela maldade daqueles que por não conseguirem ser originais se tornam cópias uma vida toda e não admitem criatividade, tenho certeza que você já deve ter vivenciado situação parecida. Estes atacam a qualquer sinal de competência, por isso talvez temos muito a aprender com Miranda, a  formadora de tendências.
VEJA SÓ QUANTA APRENDIZAGEM NESTE DIÁLOGO!  
E ASSIM VAMOS, APRENDENDO SEMPRE,  BUSCANDO-NOS NAS LEITURAS QUE FAZEMOS DO MUNDO!


sábado, 2 de junho de 2012

O PEQUENO PRÍNCIPE, A RAPOSA E MUITAS APRENDIZAGENS!



Mas aconteceu que o principezinho, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas na direção dos homens... e foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? Perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.


(Antoine de Saint-Exupéry)


Fonte de suporte: http://espiritualidadeemissao.blogspot.com.br


UMA BOA LEITURA PARA VALIOSAS REFLEXÕES!
UM CONVITE: VAMOS PONDERAR ALGUMAS SITUAÇÕES QUE VIVEMOS  PARTINDO DO BELO DIÁLOGO DO PEQUENO PRÍNCIPE COM  A RAPOSA: BELAS LIÇÕES!