domingo, 22 de dezembro de 2013

DOS CICLOS, DAS PEREGRINAÇÕES!

Dos ciclos...muitos, necessários, constantes.
A cada porta aberta um convite: atualizar nossos olhares!
Neste Novo Ano: abra a porta do inacabamento.
Aprenda de novo, liberte-se dos preconceitos.
Você está convocado a uma revolução interior.
Então...questione-se, inquiete-se, desacomode-se, mude de lugar.
A sabedoria está na humildade de aprender com o Universo.
Vamos juntos, todos abrir portas e nestes novos ciclos nos reinventar sempre!

(Rodrigo Dalosto Smolareck)



domingo, 24 de novembro de 2013

DAS CERCAS MENTAIS, CADA PORTA UMA ESCOLHA QUE SE REVELA!


Entendo que umas das cercas mais difíceis de serem derrubadas são as “cercas mentais”, aqueles pensamentos que vez por outra surgem dizendo que não podemos, não vamos conseguir, deixe como está, se cale e sei lá quantos outros insight de conformismo que reboam na perspectiva de garantir que não busquemos atingir nossas metas e objetivos pessoais e profissionais.
É chegada a hora de rompermos com os grilhões que talvez nos prendam para que não cheguemos até esta cerca de machado em punho e de uma vez por todas atinjamos a coragem de fazer a ruptura, de abrir caminho, pois somos capazes de nos superarmos, nossa vocação pensante nos prova esta afirmação, nascemos para prosperar, porém tudo passa pela decisão: decisão pela busca, decisão pelo rompimento, decisão pelo afeto, decisão pela coragem, decisões. A cada porta uma escolha que se revela. E a nós cabe a busca, o resgate de quem somos: sacudir a poeira, mudar de lugar, avaliar nossos amores e desafetos, reordenar a caminhada.
No desejo do encontro nos perdemos por vezes, mas precisamos entender que esta perda é necessária porque só nos encontraremos se reconhecermos que não estamos no caminho que entendemos como certo para nossa jornada no mundo. E assim vamos nos fazendo.
 Vencer as cercas mentais implica em crer que muitas vezes teremos que ir na contramão de tantos discursos carregados de versões domésticas que registram que temos que cumprir rituais que entendemos não caber mais diante de nossa evolução humana.  







sexta-feira, 15 de novembro de 2013

APRENDENDO COM LYA LUFT!

Esta reflexão nos faz entender que muitas vezes para pensar de maneira critica e sair da ideia do trivial temos que transgredir as cercas mentais que nos impedem de ver e compreender as tramas sociais.


PENSAR É TRANSGREDIR

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. 
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. 
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. 
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!" 
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. 
Sem ter programado, a gente pára pra pensar. 
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se. 
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. 
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. 
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. 
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. 
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. 
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. 
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. 
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha à pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. 
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá à pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. 
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

domingo, 27 de outubro de 2013

DAS PIMENTAS E DOS PENSAMENTOS APIMENTADOS!

Realizando alguns estudos descobri que as pimentas são originárias das Américas e foi no tempo do Descobrimento que ela foram introduzidas no resto do mundo. Segundo o que li elas já aparecem a 7.000 a.c. na região do México. Bom, vamos à reflexão que proponho neste texto, ainda se diz que pimenta é o nome comum dado a várias plantas, seus frutos e condimentos deles obtidos, de sabor geralmente picante. PICANTE! Algo picante é algo que EXCITA o paladar, por vezes ouvimos falar: “tempero picante” pode ser quando fomos marcados pelo tempero das pimentas. Acredito que na vida temos que aprender com as pimentas, elas nos oportunizam o calor na boca, a vontade de saborear algo ou de lançar mão, pois bem,  em situações da nossa trajetória vivemos momentos onde a cortesia não atinge a hipocrisia, onde a elegância não dialoga com a estupidez, sozinhas são fracas para tamanhas artimanhas que presenciamos, entra em cena então o que chamo de “cortesia ou elegância apimentada”, é quando temos que ser incisivos, pontuais, claros e objetivos dentro daquilo que nos propomos a dialogar, um sábio diz que pessoas agressivas, espalhafatosas, que acham que podem ganhar “no grito” devem ser combatidas com a cortesia que nasce da pimenta. Aquele que se utiliza da elegância ou cortesia apimentada fica imunizado à roda destas situações, sua clareza em postar aquilo que acredita afasta o barulho daqueles que buscam nos desestabilizar.
Pensamentos apimentados, este é o segredo, cada um pode utilizar-se desta sugestão como julgar pertinente, eu aconselho: tenham todos bons e prósperos pensamentos de cortesia e elegância carregados de muita pimenta.




domingo, 29 de setembro de 2013

VOCÊ É... E NÃO ADIANTA FUGIR DE SUA TRILHA HISTÓRICA...

Vamos refletir sobre o que nos faz como seres humanos em nossa forma de agir diante do mundo. Somos muito mais de nossa trilha histórica do que imaginamos nossa forma de olhar e entender as coisas que nos cercam se refletem em nossa conduta.


VOCÊ É...

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra. 

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora. 

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda. 

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima. 

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia. 

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.


domingo, 8 de setembro de 2013

A BELEZA DA INTELIGÊNCIA: DAS PESSOAS FASCINANTES!

É sabido que vivemos numa sociedade esculpida por uma concepção de beleza que perpassa por imaginários sociais já internalizados: mulheres e homens correndo pela possibilidade de transformarem seus corpos em esculturas, mesmo que suas cabeças estejam vazias, a busca é apenas pela forma e não pela essência. Quem de nós não conhece aquela pessoa que “bem apanhada” pelo estereótipo de beleza não consegue conversar por mais de dez minutos sobre algo trivial. Só verniz!  A beleza da inteligência de alguém traz tamanho encantamento que quem descobre este segredo passa a entender porque muitas vezes ficamos maravilhados com quão sábio podemos nos tornar se aprendermos a exercitarmos nossa capacidade pensante e estimularmos ainda mais nossos neurônios. Claro que as duas belezas, a da forma e a da essência num corpo só deve ser uma benção, mas se tratando de escolha, pare, pense, avalie, analise, as pessoas mais sábias que conheço são pessoas fascinantes. Entra aí o erótico do saber, pessoas com essência são pessoas que nos prendem, fazem com que descubramos valores que não imaginávamos ter, dialogam sobre ideias e nos encantam com suas brilhantes mentes. Na era do intangível, das discussões da essência sobre a forma talvez tenhamos que pensar que uma cabeça cheia de neurônios postos em pleno exercício sejam mais do que nunca a atração do momento para quem busca dar novo sentido as suas relações vinculares. 

domingo, 25 de agosto de 2013

QUEM NÃO TEM JARDINS POR DENTRO NÃO TEM JARDINS POR FORA: UMA REFLEXÃO!


CUIDADO COM AS  PESSOAS QUE NÃO CUIDAM OU NÃO ZELAM PELOS SEUS JARDINS!


 RECORTES DO TEXTO DE RUBEM ALVES, JARDIM!


(...) Sonho com um jardim. Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera… Nada me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços siderais vazios… E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas… Com certeza um demônio qualquer fez com que se esquecessem dos sonhos fundamentais da humanidade. Com certeza seu mundo interior ficou também metálico, eletrônico, sideral e vazio… E com isto, a esperança do Paraíso se perdeu. Pois, como o disse o místico medieval Angelus Silésius:

Se, no teu centro
um Paraíso não puderes encontrar,
não existe chance alguma de, algum dia,
nele entrar (...)




PONDERANDO: Penso que podemos nos fortalecer na reflexão do grande pensador Rubem Alves, quantas pessoas que desprovidas de virtudes e valores de acolhimento e de respeito ao semelhante se portam com tamanha deselegância que nos fazem constatar o quanto seus “jardins” estão sem qualquer cuidado. Não esqueçamos que estamos na ERA DO INTANGÍVEL, da essência se revelando diante da forma, ou seja, de nada nos vale belo “verniz” se quem chega não traz “raiz” diante das muitas visões de mundo. 

domingo, 18 de agosto de 2013

NADA DO “SENHOR EUQUIPE” - ESPAÇO SIM PARA O TRABALHO EM EQUIPE NAS ORGANIZAÇÕES!



Existem em largos diálogos uma ideia de que precisamos trabalhar em equipe (ter/fazer/ e tomar parte nos processos decisórios) dentro de uma organização. Mas na prática isto realmente acontece? Estamos vivendo mais os tempos do grupo ou da atividade em equipe? E o “SENHOR EUQUIPE?” Nos é dado espaços para que possamos ser (com todo o direito que temos de existirmos em nossas diferenças humanas) na coletividade institucional? Boas perguntas cujas respostas se exalam na medida em que cada leitor se apropria deste texto. As discussões voltadas ao comportamento organizacional rezam sem piedade: as instituições que pretendem prosperar vão ter que deixar de lado a formatação de pessoas como se fossem peças desenhadas ou moldadas de um mero jogo de encaixe e abrindo mão desta concepção passar a olhar para a singularidade e para as habilidades profissionais que cada sujeito traz consigo. Aprender a trabalhar em equipe (pessoas implicadas e comprometidas na busca de um mesmo ideal institucional) é diferente de uma manifestação de grupo (um aglomerado humano que busca realizar uma dada atividade sem implicação coletiva) e exige que ampliemos o olhar para ver o belo, “a boniteza” nas diferenças humanas e naquilo que podem nos revelam de atitudes competentes em suas singularidades. Cai por terra a ideia de que nossos colaboradores precisam deter apenas forma e não essência: assim minha dica aos profissionais que recrutam e selecionam pessoal (não gosto muito desta expressão) para as empresas, vamos sacudir o pó e abrir a mente. 

O grande Yanni nos mostra esta constatação da celebração das diferenças quando nos revela esta bela apresentação de diversidade de instrumentos, todos ocupando ser lugar para fazer a bela coletividade musical, apreciemos:

Que fique minha reflexão! 

domingo, 21 de julho de 2013

Pensando na LEI DO RETORNO!

Pensando na LEI DO RETORNO: Considerada uma lei universal afirma que tudo o que você faz volta para você. Pensemos então, todas as religiões revelam a mesma verdade, a física tradicional também diz isso (Lei de Newton) e até a física quântica desemboca para a mesma abordagem. Enfim, parece-me claro então que tudo o que fazemos em atitudes boas ou más retorna em teor, talvez com outros formatos, como se fosse um bumerangue.
O segredo está em refletirmos diante do que buscamos atingir com esta ou aquela postura e mais em aprendermos sempre com os “retornos” não tão agradáveis que se voltam as nossas vidas cotidianas.  Entendo que na medida em que as coisas vão acontecendo todos os nossos esforços, todas as nossas lutas estão sendo atentadas pela Lei do Retorno e a nós voltará situações que nos fortifique diante de tudo o que foi enfrentado. Agora é evidente que não será diferente com aqueles que se valendo da esperteza perversa tentam esmagar o talento do semelhante.


Tudo é uma questão de entender a LEI DO RETORNO e assumir os inevitáveis RETORNOS, tenham eles o sabor de nossas escolhas e decisões diante do mundo!


terça-feira, 25 de junho de 2013

DOS COZINHEIROS E DE SEUS PREPAROS!


Estava eu sentado na varanda de minha casa num tempo que nem recordo lendo um texto que abordava a história de uma mulher que de faxineira passou a uma das maiores intelectuais de seu país, o mesmo texto trazia as humilhações e os desafios que teve que enfrentar inclusive por ser negra e carregar o empoeirado preconceito de que a ela não cabia tal possibilidade. E como grande intelectual passou a defender e discutir em suas pesquisas o poder libertador que se hospeda no conhecimento, na arte de saber sobre coisas, fatos e pessoas numa profundidade que não se baseia em “achismos” e que não se faz com gritos somente do que projeta os desejos de nossa mente. Pensei então que ser crítico e estudioso nos dias atuais é como cozinhar: é preciso preparo, é preciso ingredientes, é preciso de ambiente, é preciso de temperos, enfim, é preciso dar sabor, aliás, dizem que saber tem que ter sabor, eu creio nisto.  E nós, cozinheiros que preparamos e construímos o saber com sabor temos que  proteger-nos de quem pensa que pode “virar” cozinheiro, que fique claro, para ser cozinheiro há exigências: existe todo um ritual de preparação fundamentado no estudo, na cautela, no cuidado com o ritual da pajelança, da fusão. Eis o desafio: não permitir que falsos cozinheiros se apoderem de nossas cozinhas à eles cabe apenas o achismo, a gritaria, o barulho, a rodinha do feudo, e as garantias que nascem das barganhas que mesmo escarrapachadas fazemos de conta que não percebemos que não enxergamos. Enfim como cozinheiros que dão o sabor ao saber não podemos nos furtar o direito de exigir nosso espaço social conquistado pelos anos de cozinha: preparos de saberes com sabores, e aos demais que buscam apenas “virar” cozinheiros sem a devido percurso de estudo e dedicação peço que se flagrem voltando à roda da deselegância.



domingo, 23 de junho de 2013

HOMOFOBIA: ESTAMOS PEDINDO SOCORRO AO BOM SENSO!

É DE PEDIR SOCORRO AO BOM SENSO: O projeto, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) na última terça-feira (18). O texto, no entanto, ainda precisa ser votado pela Seguridade Social e Família,  de Constituição e Justiça antes de ir para o Plenário da Casa.
                                              

AGORA VEJAM O QUE DIZ A ESPECIALISTA DA ÁREA DA PSICOLOGIA:


Registra Maria de Fátima Nassif, presidenta do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo: “É inadmissível essa proposta de 'cura gay'. Nós não aceitamos a homossexualidade como doença”, disse ainda, o psicólogo pode, se for procurado, tratar um homossexual tranquilamente, mas, para ajudá-lo com o sofrimento que ele possa ter advindo da sua condição ou não. Sofrimento por homofobia, por opressão ou outros da natureza humana”, acrescentou ao enfatizar que considera o projeto uma ingerência na atividade em  Psicologia.
Fonte de suporte: http://www.novojornal.jor.br

E para os hipócritas mantidos pelo preconceito e pela falta de leitura técnica na área me resta protestar minha indiferença!




sexta-feira, 7 de junho de 2013

QUEM SÃO ESTES QUE FALAM EM NOME DE UMA JUSTIÇA TÃO DESIGUAL?



A tentativa permanente de sufocar os gemidos dos excluídos do mundo se intensifica quando vemos o “destempero” dos opressores ao se depararem com a sombra, sempre presente, da inquisição social dos inocentes. A verdade é que nosso cenário contemporâneo está aparelhado para comprometer o acolhimento. As pessoas que negam a condição humana meu alerta: quem insistir em vestir a camiseta da discriminação e da indiferença será convidado a sucumbir em sua enfática mediocridade.
 Urge o momento histórico e precisamos exercer o acolhimento no consciente desejo de celebrar as diferenças, respeitando o outro em sua condição de ser humano, uma vez que não nos é conferido o direito de decepar cabeças em nome daquilo que julgamos ser correto, de negar ao outro espaço, por que nossa velha e empoeirada concepção moral diz que todos devem ser iguais, formatados como bonecos de gesso. Pare por um instante e reflita: o que impera em seu interior, o bom senso ou a amargura?



Acreditar na sacralidade do amor ainda é a forma mais sábia para proteger-nos dos golpes rasteiros da exclusão social.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Optando pela pedagogia da elegância: Vamos correr das pessoas barulhentas!



Para evitar que pessoas que se julgam elegantes em comportamento não nos enrolem em sua roda de barulho e zoeira social:


Meus anos como aprendente tem me proposto desafios singulares em minha feitura incompleta como professor sempre disposto a refletir frente às tramas que se desvelam junto aos nichos humanos nos quais estou inserido, e ainda os quais observo sempre com uma escuta sensível. Conversando um dia desses com um amigo filósofo ele lançou-me sem dó a seguinte sentença: “A voz dos outros e a nossa voz na mistura nem sempre garantem um diálogo elegante, por isso, quanto alguém fugir de uma prosa respeitosa pule fora, o outro não deve condená-lo a reducionismos chulos”. Optando, pois pela pedagogia da elegância por vezes deverá calar-se, recolher-se, ser pontual, reconduzir-se, fazer de conta que não ouviu ou entendeu, sair da “roda”, cuidar para não flagrar-se numa exposição desnecessária. Tenho tentando aprender com situações desta natureza, observadas ou vividas, mas confesso, sem sigilo, é um exercício complexo e diário que requer muita inteligência para que a leitura de mundo em seus múltiplos contextos se constitua.

domingo, 26 de maio de 2013

A HISTÓRIA DA VAQUINHA E O SÁBIO: Trate de empurrar a sua vaquinha ou alguém o fará!

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu jovem discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre, e resolveu fazer uma breve visita. Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e das possibilidades de aprendizagem que temos, também com as pessoas que mal conhecemos. Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem acabamento, casa de madeira e os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas sujas e rasgadas. Aproximou-se do senhor, que parecia ser o pai daquela família, e perguntou: “Neste lugar não há sinais de pontos de comércio, nem de trabalho. Como vocês sobrevivem?" Calmamente veio a resposta: “Meu senhor, temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte nós vendemos ou trocamos na cidade mais próxima por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte fazemos queijo, coalhada, etc., para o nosso consumo… e assim vamos sobrevivendo”. O Mestre agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho, em tom grave, ordenou ao seu fiel discípulo: “Pegue a vaquinha, leve-a até o precipício e empurre-a lá para baixo”. Em pânico, o jovem ponderou ao Mestre que a vaquinha era o único meio de sobrevivência daquela família. Percebendo o silêncio do Mestre, sentiu-se obrigado a cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo, vendo-a morrer. Essa cena ficou marcada na memória do jovem durante alguns anos. Certo dia, ele decidiu largar tudo o que aprendera e voltar ao mesmo lugar para contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los. Quando se aproximava, avistou um sítio muito bonito todo murado, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que se desfazer do sítio para sobreviver. Apertou o passo e ao chegar lá foi recebido por um caseiro simpático, a quem perguntou sobre a família que ali morou há alguns anos. “Continuam morando aqui”, respondeu rapidamente o caseiro. Surpreso, ele entrou correndo na casa e viu que era efetivamente a mesma família que visitara antes com o Mestre. Depois de elogiar o local, dirigiu-se ao senhor que era o dono da vaquinha que havia morrido: “Como o senhor conseguiu melhorar este sítio e ficar tão bem de vida”? A resposta veio com entusiasmo: “Tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que aprender a fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos”. E completou feliz: “Assim, conseguimos conquistar o sucesso que seus olhos vêem agora!”


Reflexão desta história:
 Todos nós temos uma “vaquinha”, que nos dá as coisas básicas para sobreviver, mas que nos obriga a conviver com uma cega rotina. Às vezes precisamos empurrar uma vaquinha para vir às mudanças em nossas vidas. Identifique a sua “vaquinha”.

                                  Autor Desconhecido





Pensarmos algumas leituras partindo da reflexão trazida pela história:





Agora é só se debruçar nas obras! São apenas sugestões!

domingo, 19 de maio de 2013

REFLEXÃO DE MANTOAN: UM CONVITE A QUEBRA DAS GAIOLAS DA EXCLUSÃO!

Adicionar legenda

Nossa pesquisadora Maria Teresa Eglér Mantoan é Pedagoga, Mestre e Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, e também professora da mesma instituição. Dedica-se, nas áreas de pesquisa, docência e extensão, debruça-se na discutição profunda do direito de todos os alunos à Educação Escolar de Nível Básico e Superior de Ensino. Oficial da Ordem Nacional do Mérito Educacional no Grau de Cavaleiro - Reconhecimento a contribuição à Educação no Brasil. 



Uma boa leitura para quem estuda o fenômeno social, logo, escolar, do processo de entendimento a diversidades humanas:


PONDERANDO:   É interessante o quanto meus estudos no campo da Psicopedagogia e das legitimidades humanas têm apontado para um breve momento histórico onde as massas marginalizadas eclodiram com força total tomando novamente para si o que a sociedade excludente destes usurpou, me parece que este processo começou a se revelar: aos moralistas empoeirados de plantão muito cuidado, o reconhecimento e a validação das diferenças é um modelo social que veio para se estabelecer. Que fique meu alerta!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

ESTAR SEMPRE ABERTO PARA DESCOBRIR NOVAS POSSIBILIDADES DE VER O MUNDO, UMA BOA OPÇÃO!


Nossa querida escritora Martha Medeiros num fragmento escolhido por este psicopedagogo extraído de um de seus textos denominado: Espírito Aberto” nos convida a pensarmos sobre nossa capacidade de nos voltarmos às aprendizagens que o mundo pode nos acrescentar, e mais nos revela muitas possibilidades de evoluirmos diante das experiências que vamos vivendo sejam elas da natureza que forem: boas ou não tão boas segundo o olhar de cada um, o importante é termos espírito aberto para nos reconstruirmos diante das situações que a vida vai nos trazendo como vivências que devem nos fortalecer em nossas leituras de mundo.

 Leiam sua fascinante reflexão:
 

“(...) Eu já fui um caramujo ambulante, daquelas criaturinhas desconfiadas, que torcia o nariz para tudo o que não fosse xerox do meu pensamento. Desprezava os diferentes de mim e com isso, claro, custava para encontrar meu lugar no mundo. Era praticamente um autoboicote. Me trancava no quarto e achava que ninguém me compreendia.
(...) Um dia, percebi que o mundo era maior do que o meu quarto e que eu tinha apenas duas escolhas: absorvê-lo ou brigar contra ele. Contrariando minha natureza rebelde, optei por absorvê-lo.
(...) Abracei tudo o que me foi oferecido, deixei de me considerar importante, comecei a achar graça da vida e, com a passagem dos anos, só melhorei, não parei mais de me desobstruir, de lipoaspirar mágoas e ranzinzices - a não ser que desejasse posar de poeta maldita, o que não era o caso. Me salvei eu mesma e fui tratar de aproveitar cada minuto, que é o que venho fazendo até hoje (...).


 SOBRE A ESCRITORA:

Martha Medeiros é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez seu percurso profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em várias agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixando de lado essa a área de atuação inicial mudando-se assim para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.

De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e colabora com a revista Época. Autora de vários livros e escritora consagrada.

FONTE: PENSADOR. INFO




domingo, 28 de abril de 2013

PARA QUEM PENSA QUE COM ESPETÁCULOS SOCIAIS ALIENA AS PESSOAS!




Gosto de observar o quanto algumas pessoas que se julgam detentoras do “SABER ABSOLUTO” se movimentam no sentido de tentar nos passar “ a conversa” quando o assunto é cidadania e as tramoias sociais que grupos fechados constituem para beneficiar mais uma vez um mesmo“ grupo de pessoas.”
É interessante observar a cenografia que é feita para projetar a população que algumas pessoas estão ocupando cargos ou funções de ponta por mérito, pura balela. Penso que seria mais elegante assumir que pessoas são colocadas em lugares fixos para cumprir protocolos que atendam as expectativas dos supostos poderosos do feudo.

Em suma, fiquem atentos, observem o quanto é interessante o movimento alienante a que se prestam algumas estratégias criadas para mais uma vez cumprirem com o famoso dito: “E quem está na dança das cadeiras sempre acha uma para sentar-se.”

Comigo este tipo de tentativa ridícula não funciona!

Uma boa leitura:
A obra sugerida explora os novos dilemas das nossas sociedades (velocidade/lentidão, privado/público, autoridade/ idolatria, acontecimento/política) para mostrar como, neste mundo globalizado, a ação reflexiva e crítica é simultaneamente possível e exigida.

domingo, 7 de abril de 2013

CANÇÃO ÓBVIA de Paulo Freire: Aprendendo sobre os mistérios dos caminhos!





Mais uma vez trago para pauta e reflexão nosso saudoso e grande intelectual da Pedagogia, o  mestre Paulo Freire consagrado como Patrono da Educação Brasileira. Aponto esta fantástica construção teórica para que leiam com espírito crítico uma de suas produções: a CANÇÃO ÓBVIA e peço que atentem para a sabedoria da mensagem que se revela a cada leitura feita, pois como diz: “Por isso enquanto te espero trabalharei nos campos e dialogarei com homens, mulheres e crianças (...) meus pés aprenderão os mistérios dos caminhos (...).”
Sou entendedor de que é chegado o momento de nossos caminhos serem firmados com pés seguros de quem sabe aonde quer chegar e os desafios que terá que enfrentar para não ser consumido pela mediocridade que cerca a sociedade muitas vezes aparelhada para excluir, negando a diversidade humana.


Boa leitura e não se esqueçam de se autorizarem as reflexões: 



“Escolhi a sombra de uma árvore para meditar
no muito que podia fazer enquanto te esperava
quem espera na pura esperança
vive um tempo de espera qualquer.

Por isso enquanto te espero
trabalharei nos campos e dialogarei com homens, mulheres e crianças
minhas mãos ficarão calosas
meus pés aprenderão os mistérios dos caminhos
meu corpo será queimado pelo sol
meus olhos verão o que nunca tinham visto
meus ouvidos escutarão ruídos antes despercebidos
na difusa sonoridade de cada dia.

Desconfiarei daqueles que venham me dizer
à sombra daquela árvore, prevenidos
que é perigoso esperar da forma que espero
que é perigoso caminhar
que é perigoso falar...
porque eles rechaçam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que venham me dizer
à sombra desta árvore, que tu já chegaste
porque estes que te anunciam ingenuamente
antes de denunciavam.

Esperarei por ti como o jardineiro
que prepara o jardim para a rosa
que se abrirá na primavera.”


(Paulo Freire)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

APRENDA A UTILIZAR SABIAMENTE A LEI DO RETORNO!

É importante que tomemos nesta reflexão a sabedoria de antigos mestres quando cheios de entendimento de mundo disseram que colhemos aquilo que semeamos; quando ensinaram que deveríamos amar aqueles que se dizem nossos inimigos; quando profetizaram que com a mesma medida com que medimos, seremos medidos. Antigas verdades instuídas por grandes pensadores. O que fica claro é que a ação e reação é LEI IRREVOGÁVEL. Dê amor ao mundo que o cerca e o receberá de volta, multiplicado. De votos de prosperidade a todas as criaturas e a prosperidade entrará em seu círculo de energias dominantes, produzindo êxitos em todos os sentidos.


NOS ESCRITOS DE ALBERT EINSTEIN:

Valiosa lição para todos nós, seres humanos em franco processo de inconclusão: um sábio alerta carregado de possibilidades de aprendizagens!

quinta-feira, 21 de março de 2013

SERÁ QUE ESTAMOS COM A VISTA CANSADA? PERGUNTOU UM MESTRE!




VISTA CANSADA


Otto Lara Resende

(...) Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê (...) nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.


domingo, 3 de março de 2013

APRENDENDO COM ALICIA FERNÁNDEZ!


 


Sobre:

Alicia Fernández é psicopedagoga formada pela Facultad de Psicopedagogía da Universidad del Salvador, Buenos Aires, Argentina. Tem desempenhado fundamental papel no desenvolvimento e formação de psicopedagogos em toda a América Latina e em Portugal. Seus livros são a base teórica de muitos estudos recentes nesta área. Sua atuação parte de Buenos Aires, passando pelo interior da Argentina e inclusive por outros países, onde tem sedimentado núcleos de trabalho permanente através de cursos de Pós-graduação e de seminários periódicos em diversas cidades brasileiras e argentinas.

Fonte de suporte: Wikipédia.


PONDERANDO:

Alicia Fernández, psicopedagoga de alto gabarito intelectual forja discussões sobre o papel deste profissional nos espaços institucionais além ajudar a perfilar a própria formação acadêmica parafraseando a matriz dos Cursos de Psicopedagogia. O profissional psicopedagogo tem atuado no âmbito clínico e institucional oportunizando discutir o fenômeno da aprendizagem respeitando a especificidade de cada cenário.

 ALGUMAS OBRAS DA ESCRITORA: 





 

Prof. Esp. Rodrigo Dalosto Smolareck

Psicopedagogo Clínico, Institucional e Empresarial

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O MESTRE E O DISCÍPULO!



Um sábio mestre conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho caminha com agilidade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante. O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro, e continua a acompanhar seu mestre. Depois de longa caminhada, chegam a um lugar sagrado. Sem parar, o sábio mestre  começa a viagem de retorno.

- "Você não me ensinou nada hoje" - diz o aprendiz, levando mais um tombo.

- "Ensinei sim, mas você parece que não aprende" - responde o mestre. "Estou tentando lhe ensinar como se lida com os erros da vida".

- "E como lidar com eles?"
- "Como deveria lidar com seus tombos" - responde o mestre.
- "Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que te fez escorregar."

(Autor desconhecido)



 
EM TEMPOS DE HIPOCRISIA EXPLÍCITA É IMPORTANTE DILATAR A MENTE!
 




domingo, 3 de fevereiro de 2013

UMA CIDADE EDUCADORA ROMPENDO COM O CANSATIVO GIRO DAS MESMICES!





 
"Mudar sim, mas reconhecer a mudança. Preciso ser coerente com o direito que tenho de mudar."

 (Paulo Freire)

Nesta altura de minha construção tenho me autorizado a pensar em alguns movimentos que, curiosamente, são mantidos por grupos sociais fixos e endurecidos que, não me perguntem o motivo, passam a ser a referência para as mídias, e vamos combinar, que situação cansativa, fala-se a mesma coisa das mesmas pessoas o tempo todo, ou pior, passam a mobilizar um giro “acertado” em pessoas ou instituições por questões de conveniência ou por barganhas que movimentam muito dinheiro. Enquanto isto, digno de aplausos estes nos passam a conversa, quer dizer: passam a conversa vírgula, porque todos enxergam tentando não ver para não sofrerem represália. Tenho alertado e vou registrar novamente: a história da humanidade nos mostra que feudos de poder mantidos por barganhas e sistemas de opressão tendem a ruir levando consigo todos aqueles que dele se beneficiavam, assim a saída mais sábia é a libertação efetiva de discursos enganosos do tipo “todos tem a possibilidade de prosperar e vencer” de fato, todos têm, agora combinemos, seria bem melhor se os degraus não fossem tão altos para alguns e tão acessíveis para outros, outros escolhidos “a dedo.” Tenho observado, estou atento, quero ver quais serão os movimentos de poder diante de novas posturas que  Santiago deverá mobilizar para prosperar como Cidade Educadora, este é um exemplo próximo. Estamos crescendo muito, agora, há muito a ser feito no campo da educação empreendedora e sugestões não me faltam!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O CUIDADO NA ERA DO DESCUIDO: PERIGOS DE COISIFICAÇÕES DA PESSOA!





 Prof. Esp. Rodrigo Dalosto Smolareck

A evolução inegável e espantosa da humanidade trouxe consigo várias inquietações no tocante as expressas investidas que assistimos descaradamente acerca do descuido com a condição humana. É, no mínimo, angustiante sentir-nos dentro de uma jaula cujos leões e domadores disputam o mesmo espaço, uns contando com o poder do chicote, outros por sua vez, com a prática animalizada do ataque voraz, uma relação de poder estabelecida e configurada no mais alto teor.

Falemos então das jaulas sociais, dos domadores, dos leões: uma verdadeira trama para análise psicopedagógica. Proponho-me aqui a pensar no cuidado na era do descuido com o outro. Jaulas sociais: Quantas? Como se apresentam? Quem está de posse da chave? Quem deve sair?

Domadores: Quem são estes? Qual o tamanho do chicote? Como exercem o controle? Que roupagem usam? Leões: Quem seriam? Será que realmente atacam? Seriam feras? Como se sentem ameaçados pelo chicote? Quantos olhares teríamos pairando nesta singela abordagem, quantas interpretações, quantas reflexões, quanta configuração ou projeção de situações de nossa própria vida: Quando nos sentimos enjaulados? Quando nos tornamos verdadeiros leões? E ainda, quando assumimos a postura de domadores? Valiosas indagações!

Meu temor reside assim na coisificação da pessoa, na banalização do cuidado com tudo o que nos faz SER: sermos sensíveis a tantas situações que nos chamam a compreensão de nossa identidade humana.

A configuração maldosa hospedada muitas vezes em nossa construção nos torna merecedores de frases fortes que ouvimos por aí:

Ajudar que é bom nem pensar, mas criticar de braços cruzados sim!
Vive dizendo como deveria ser, mas não assume o que diz!
Contesta qualquer ideia que não seja a sua, mas não acrescenta em nada!
Adora chamar a atenção partindo de reflexões vazias!
Vive olhando para o movimento do vizinho quando está até dura das pernas!
Nada que não venha de si é correto!
Quer se impor pela poeira que faz!
Muito barulho, também é só o que sabe fazer!
Segura o pé do outro de medo que caminhe mais que si próprio!
E tantas outras... entendo...como entendo, mas o importante é que quanto mais nos embalarmos ao som do bom senso menos vezes cairemos na vala da hipocrisia.


Obs.: Este artigo meu foi publicado com muito zelo e carinho pelo amigo Márcio Brasil.