domingo, 25 de agosto de 2013

QUEM NÃO TEM JARDINS POR DENTRO NÃO TEM JARDINS POR FORA: UMA REFLEXÃO!


CUIDADO COM AS  PESSOAS QUE NÃO CUIDAM OU NÃO ZELAM PELOS SEUS JARDINS!


 RECORTES DO TEXTO DE RUBEM ALVES, JARDIM!


(...) Sonho com um jardim. Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera… Nada me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços siderais vazios… E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas… Com certeza um demônio qualquer fez com que se esquecessem dos sonhos fundamentais da humanidade. Com certeza seu mundo interior ficou também metálico, eletrônico, sideral e vazio… E com isto, a esperança do Paraíso se perdeu. Pois, como o disse o místico medieval Angelus Silésius:

Se, no teu centro
um Paraíso não puderes encontrar,
não existe chance alguma de, algum dia,
nele entrar (...)




PONDERANDO: Penso que podemos nos fortalecer na reflexão do grande pensador Rubem Alves, quantas pessoas que desprovidas de virtudes e valores de acolhimento e de respeito ao semelhante se portam com tamanha deselegância que nos fazem constatar o quanto seus “jardins” estão sem qualquer cuidado. Não esqueçamos que estamos na ERA DO INTANGÍVEL, da essência se revelando diante da forma, ou seja, de nada nos vale belo “verniz” se quem chega não traz “raiz” diante das muitas visões de mundo. 

domingo, 18 de agosto de 2013

NADA DO “SENHOR EUQUIPE” - ESPAÇO SIM PARA O TRABALHO EM EQUIPE NAS ORGANIZAÇÕES!



Existem em largos diálogos uma ideia de que precisamos trabalhar em equipe (ter/fazer/ e tomar parte nos processos decisórios) dentro de uma organização. Mas na prática isto realmente acontece? Estamos vivendo mais os tempos do grupo ou da atividade em equipe? E o “SENHOR EUQUIPE?” Nos é dado espaços para que possamos ser (com todo o direito que temos de existirmos em nossas diferenças humanas) na coletividade institucional? Boas perguntas cujas respostas se exalam na medida em que cada leitor se apropria deste texto. As discussões voltadas ao comportamento organizacional rezam sem piedade: as instituições que pretendem prosperar vão ter que deixar de lado a formatação de pessoas como se fossem peças desenhadas ou moldadas de um mero jogo de encaixe e abrindo mão desta concepção passar a olhar para a singularidade e para as habilidades profissionais que cada sujeito traz consigo. Aprender a trabalhar em equipe (pessoas implicadas e comprometidas na busca de um mesmo ideal institucional) é diferente de uma manifestação de grupo (um aglomerado humano que busca realizar uma dada atividade sem implicação coletiva) e exige que ampliemos o olhar para ver o belo, “a boniteza” nas diferenças humanas e naquilo que podem nos revelam de atitudes competentes em suas singularidades. Cai por terra a ideia de que nossos colaboradores precisam deter apenas forma e não essência: assim minha dica aos profissionais que recrutam e selecionam pessoal (não gosto muito desta expressão) para as empresas, vamos sacudir o pó e abrir a mente. 

O grande Yanni nos mostra esta constatação da celebração das diferenças quando nos revela esta bela apresentação de diversidade de instrumentos, todos ocupando ser lugar para fazer a bela coletividade musical, apreciemos:

Que fique minha reflexão!