quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

RUPTURAS... Ver o que de tão visto ninguém vê...




                 Quem grita é porque deseja se fazer ouvir, deseja que pelo menos seus ecos invadam a imensidão do Universo. Já quem ouve pode ou não, sensibilizar-se com o clamor de quem, enjaulado pelos labirintos sociais implora por direção e ajuda. Na atualidade estas situações são perceptíveis quando, por exemplo, “vemos sem ver” pessoas sendo condicionadas a enfadonhas jaulas de isolamento enquanto outras tantas se deliciam com a mazela do outro. Pensamos, de forma mesquinha quando nos sentenciamos superiores aqueles que nem tiveram chance de mostrar seus talentos, quando negamos ao outro seu direito elementar de “ser gente”.
                 Temos que acabar com a “caça as bruxas”, deixarmos de nos preocuparmos com o supérfluo, o trivial, abandonarmos a ideia arcaica da famosa canção que tão bem fala de Gabriela, a Moça de Cravo e Canela, aquela que vai ser sempre assim... Não! Precisamos rever nossos conceitos, sacudir o pó, ampliarmos nosso olhar frente à mutação do mundo, acreditarmos na sacralidade do amor, valiosa poção para invalidar a deselegância e a mediocridade.
                É preciso então deixar nossos sentidos bastante aguçados para que tenhamos a destreza de ouvir os mil ecos que ressoam por nossa tomada de decisão, pela nossa coragem e astúcia em continuar acreditando na onipotência do amor fraterno.