quinta-feira, 1 de novembro de 2012

APRENDENDO COM OS CAIXOTES!




Diz um antigo provérbio: “A beleza de um jardim está justamente na variedade das formas e cores das flores” o que concordo de maneira pontual. Agora vamos contextualizar o provérbio pensando nas relações que estabelecemos com pessoas que em suas múltiplas diversidades são “enfiadas” em caixotes sociais ou pior, marginalizadas por um grupo que pensa não possuir diferenças humanas, pois é ridículo firmarmos que não somos legitimamente diferentes uns dos outros, e aí imaginem, é mais fácil negar a estada do outro em nossos convívios postando de maneira feia e imatura um discurso de encaixe, como se o outro não houvesse desejado enfiar-se no quadrado do que aceitá-lo em sua condição humana respeitando a história de vida que traz consigo.
E por falar em caixotes, que tal pensarmos mais uma vez nos caixotes sociais: isto mesmo, todo e qualquer sujeito que pensar demais em espaços de alienação também é considerado perigoso e de imediato e trancafiado num bonito e sofisticado caixote, o caixote do silêncio, da hipocrisia, dos pactos de poder e pior da mais pura falta de ética: gosto muito de observar esses movimentos, pessoas que vivem de pose sempre com um caixote em mãos para meter qualquer pensador que questione algo, dentro dele.
O que é fato, de verdade: é chegada à hora de ficarmos sentinelas aqueles que nos chegam com essa peça nas mãos porque o resto da história você já conhece.


Eu creio num processo de humanização para além dos caixotes e celebrativo a justiça social!