domingo, 18 de março de 2012

URUBUS E SABIÁS: O DUELO!



                 As pessoas, na atualidade, como seus antepassados, construíram um hábito curioso de assemelhar a figura humana a animais, por exemplo: “dizem eles, lento como uma tartaruga, ou, astuto feito uma raposa” e assim outros que não me cabe citar. Mas o interessante é a reflexão que podemos fazer a partir de duas figuras da fauna: os sabiás e os urubus. De um lado o nobre sabiá, pássaro imponente, que canta e encanta com sua forma de “melodiar”, já na outra extremidade, o urubu, figura vista com olhos de rejeição, identidade pesada que tem a missão de profetizar o que desagrada. Paremos por um instante e nos permitamos perguntar: Quem disse que o urubu, ave feia, de cores fechadas não pode ser um anunciador do que é bom, de coisas que eclodam em felicidade? E, por outro lado porque que este sabiá lindo, garboso não pode ser uma ave pobre em sua visão de mundo, bela por fora e oca por dentro?
                 Lembremo-nos: “Nem tudo o que reluz é ouro” cuidemo-nos assim das pessoas que exalam uma “boniteza” apenas externa, não deixemos nosso poder visual nos enganar, a estética não é referência de bom caráter, se “comprarmos” as pessoas pela embalagem corremos o risco de levar para dentro de nosso interior o que não é bom, agora, se olhando com amplitude, enxergamos a condição humana de nosso semelhante podemos não ter a mais fina embalagem em nossas mãos, porém o mais raro conteúdo.
APENAS PONDERAÇÕES!