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quinta-feira, 21 de março de 2013

SERÁ QUE ESTAMOS COM A VISTA CANSADA? PERGUNTOU UM MESTRE!




VISTA CANSADA


Otto Lara Resende

(...) Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê (...) nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.


domingo, 3 de março de 2013

APRENDENDO COM ALICIA FERNÁNDEZ!


 


Sobre:

Alicia Fernández é psicopedagoga formada pela Facultad de Psicopedagogía da Universidad del Salvador, Buenos Aires, Argentina. Tem desempenhado fundamental papel no desenvolvimento e formação de psicopedagogos em toda a América Latina e em Portugal. Seus livros são a base teórica de muitos estudos recentes nesta área. Sua atuação parte de Buenos Aires, passando pelo interior da Argentina e inclusive por outros países, onde tem sedimentado núcleos de trabalho permanente através de cursos de Pós-graduação e de seminários periódicos em diversas cidades brasileiras e argentinas.

Fonte de suporte: Wikipédia.


PONDERANDO:

Alicia Fernández, psicopedagoga de alto gabarito intelectual forja discussões sobre o papel deste profissional nos espaços institucionais além ajudar a perfilar a própria formação acadêmica parafraseando a matriz dos Cursos de Psicopedagogia. O profissional psicopedagogo tem atuado no âmbito clínico e institucional oportunizando discutir o fenômeno da aprendizagem respeitando a especificidade de cada cenário.

 ALGUMAS OBRAS DA ESCRITORA: 





 

Prof. Esp. Rodrigo Dalosto Smolareck

Psicopedagogo Clínico, Institucional e Empresarial

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O MESTRE E O DISCÍPULO!



Um sábio mestre conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho caminha com agilidade, enquanto seu aprendiz escorrega e cai a todo instante. O aprendiz blasfema, levanta-se, cospe no chão traiçoeiro, e continua a acompanhar seu mestre. Depois de longa caminhada, chegam a um lugar sagrado. Sem parar, o sábio mestre  começa a viagem de retorno.

- "Você não me ensinou nada hoje" - diz o aprendiz, levando mais um tombo.

- "Ensinei sim, mas você parece que não aprende" - responde o mestre. "Estou tentando lhe ensinar como se lida com os erros da vida".

- "E como lidar com eles?"
- "Como deveria lidar com seus tombos" - responde o mestre.
- "Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que te fez escorregar."

(Autor desconhecido)



 
EM TEMPOS DE HIPOCRISIA EXPLÍCITA É IMPORTANTE DILATAR A MENTE!
 




domingo, 3 de fevereiro de 2013

UMA CIDADE EDUCADORA ROMPENDO COM O CANSATIVO GIRO DAS MESMICES!





 
"Mudar sim, mas reconhecer a mudança. Preciso ser coerente com o direito que tenho de mudar."

 (Paulo Freire)

Nesta altura de minha construção tenho me autorizado a pensar em alguns movimentos que, curiosamente, são mantidos por grupos sociais fixos e endurecidos que, não me perguntem o motivo, passam a ser a referência para as mídias, e vamos combinar, que situação cansativa, fala-se a mesma coisa das mesmas pessoas o tempo todo, ou pior, passam a mobilizar um giro “acertado” em pessoas ou instituições por questões de conveniência ou por barganhas que movimentam muito dinheiro. Enquanto isto, digno de aplausos estes nos passam a conversa, quer dizer: passam a conversa vírgula, porque todos enxergam tentando não ver para não sofrerem represália. Tenho alertado e vou registrar novamente: a história da humanidade nos mostra que feudos de poder mantidos por barganhas e sistemas de opressão tendem a ruir levando consigo todos aqueles que dele se beneficiavam, assim a saída mais sábia é a libertação efetiva de discursos enganosos do tipo “todos tem a possibilidade de prosperar e vencer” de fato, todos têm, agora combinemos, seria bem melhor se os degraus não fossem tão altos para alguns e tão acessíveis para outros, outros escolhidos “a dedo.” Tenho observado, estou atento, quero ver quais serão os movimentos de poder diante de novas posturas que  Santiago deverá mobilizar para prosperar como Cidade Educadora, este é um exemplo próximo. Estamos crescendo muito, agora, há muito a ser feito no campo da educação empreendedora e sugestões não me faltam!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O CUIDADO NA ERA DO DESCUIDO: PERIGOS DE COISIFICAÇÕES DA PESSOA!





 Prof. Esp. Rodrigo Dalosto Smolareck

A evolução inegável e espantosa da humanidade trouxe consigo várias inquietações no tocante as expressas investidas que assistimos descaradamente acerca do descuido com a condição humana. É, no mínimo, angustiante sentir-nos dentro de uma jaula cujos leões e domadores disputam o mesmo espaço, uns contando com o poder do chicote, outros por sua vez, com a prática animalizada do ataque voraz, uma relação de poder estabelecida e configurada no mais alto teor.

Falemos então das jaulas sociais, dos domadores, dos leões: uma verdadeira trama para análise psicopedagógica. Proponho-me aqui a pensar no cuidado na era do descuido com o outro. Jaulas sociais: Quantas? Como se apresentam? Quem está de posse da chave? Quem deve sair?

Domadores: Quem são estes? Qual o tamanho do chicote? Como exercem o controle? Que roupagem usam? Leões: Quem seriam? Será que realmente atacam? Seriam feras? Como se sentem ameaçados pelo chicote? Quantos olhares teríamos pairando nesta singela abordagem, quantas interpretações, quantas reflexões, quanta configuração ou projeção de situações de nossa própria vida: Quando nos sentimos enjaulados? Quando nos tornamos verdadeiros leões? E ainda, quando assumimos a postura de domadores? Valiosas indagações!

Meu temor reside assim na coisificação da pessoa, na banalização do cuidado com tudo o que nos faz SER: sermos sensíveis a tantas situações que nos chamam a compreensão de nossa identidade humana.

A configuração maldosa hospedada muitas vezes em nossa construção nos torna merecedores de frases fortes que ouvimos por aí:

Ajudar que é bom nem pensar, mas criticar de braços cruzados sim!
Vive dizendo como deveria ser, mas não assume o que diz!
Contesta qualquer ideia que não seja a sua, mas não acrescenta em nada!
Adora chamar a atenção partindo de reflexões vazias!
Vive olhando para o movimento do vizinho quando está até dura das pernas!
Nada que não venha de si é correto!
Quer se impor pela poeira que faz!
Muito barulho, também é só o que sabe fazer!
Segura o pé do outro de medo que caminhe mais que si próprio!
E tantas outras... entendo...como entendo, mas o importante é que quanto mais nos embalarmos ao som do bom senso menos vezes cairemos na vala da hipocrisia.


Obs.: Este artigo meu foi publicado com muito zelo e carinho pelo amigo Márcio Brasil. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

QUE REI SOU EU? UMA SÁBIA PERGUNTA!



Pensando sobre a Rainha de Avilan, uma análise sociológica!




Que Rei Sou Eu? É uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no ano de 1989. Foi escrita por Cassiano Gabus Mendes e Luís Carlos Fusco e dirigida por Jorge Fernando, Lucas Bueno e Mário Márcio Bandarra, tendo sido apresentada em 185 capítulos (...). O tempo histórico é 1786, três anos antes da Revolução Francesa. Após a morte do rei Petrus II, o trono do reino de Avilan é assumido pela rainha Valentine, uma personagem histérica, exala uma postura cômica que em suas oscilações de temperamento vai se rendendo e fazendo parte do círculo de corrupção movimentado pelos conselheiros de Avilan que realizam manobras escabrosas para enriquecer com o dinheiro do povo(...).


Fonte de suporte: Wikipédia. 



PONDERANDO:

O interessante na personagem de Tereza Rachel, a rainha, é a fascinante atuação que nos revela de maneira clara como funcionam sistemas corruptos, o jogo das tramas para o fortalecimento de mecanismos do poder opressor, e mais, a perpetuação de grupos fechados em cargos de mando para “domesticar” o povo. O cúmulo atinge pico em vários momentos, inclusive quando numa suposta eleição para Ministro do reino, valendo-se da “participação decisória” do povo, o próprio candidato Bidet Lambert (John Herbert) faz chacota quando toma o importante cargo sem nem sequer voltar-se ao processo eleitoral. Avilan é uma representação clara das situações vividas em muitos espaços sociais onde competência, formação, esclarecimento e postura ética não são validadas para oportunidades de crescimento profissional se a “Rainha de Avilan” não der seu aceite.O ponto alto é compreender que assim como na telenovela o ciclo de tirania se findou e outras pessoas puderam ajudar aquele país a se desenvolver, na vida real as tantas  rainhas de Avilan deveriam começar a pensar com mais sabedoria antes que a coroa despenque e os novos tempos esfacelem a maldade que durante um período muito longo imperou . Uma análise sociológica!
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Qual será sua escolha hoje? Reflexos e reflexões...



Amigos e amigas, como tenho dito mais um ciclo se fecha, outros ciclos vitais se revelam em nossas vidas: estes momentos são ricos para aprendizagens se soubermos ler os signos e seus significados, as mensagens que nos são ofertadas.

Valendo-me de um fantástico texto de Martha Medeiros desejo um abençoado Natal e um Próspero Ano Novo, que possamos sempre nos fortalecer diante dos desafios da vida, abraços!

Qual será sua escolha hoje? 

“A vida, em si, não ensina! É você quem decide, a cada momento, se há uma lição a ser aprendida…
Em cada alegria, em cada tristeza, em cada aborrecimento… Ou desperdiça todos os momentos e vai vivendo aos trancos e barrancos.
Coisas boas e ruins acontecem a todos indistintamente…  Se não existe o paraíso, podemos construir um oásis de paz, em nós mesmos, no meio das guerras que as pessoas vivem…
Tudo depende da escolha. Podemos fugir à tristeza? Não. Podemos impedir as perdas? Não. Podemos obrigar que nos amem? Não.
Mas podemos usar os momentos de dor, frustração e ressentimento para aprender a amar melhor… Podemos tornar nosso trabalho mais realizador… Podemos transformar o ódio em perdão… O ressentimento em compreensão…
Basta tomar essa decisão! Escolhendo a melhor forma de resolver os conflitos e aprender com eles…
Desafie a você mesmo, criando um artifício para lidar, com o negativo. Invente um jogo em que ganhe pontos, diante de situações que você resolva com harmonia, ou perca pontos se não resistir a se fazer de vítima…
Feche as portas ao automatismo burro… Ele faz sofrer e nos torna refém. Podemos ser hoje, melhores do que ontem. Cabe a você, somente a você, escolher se os acontecimentos de ontem, hoje e amanhã, serão usados para torná-lo uma pessoa melhor…
Qual será sua escolha hoje?”