É
sabido que vivemos numa sociedade esculpida por uma concepção de beleza que
perpassa por imaginários sociais já internalizados: mulheres e homens correndo
pela possibilidade de transformarem seus corpos em esculturas, mesmo que suas cabeças
estejam vazias, a busca é apenas pela forma e não pela essência. Quem de nós
não conhece aquela pessoa que “bem apanhada” pelo estereótipo de beleza não
consegue conversar por mais de dez minutos sobre algo trivial. Só verniz! A beleza da inteligência de alguém traz
tamanho encantamento que quem descobre este segredo passa a entender porque
muitas vezes ficamos maravilhados com quão sábio podemos nos tornar se aprendermos
a exercitarmos nossa capacidade pensante e estimularmos ainda mais nossos neurônios.
Claro que as duas belezas, a da forma e a da essência num corpo só deve ser uma
benção, mas se tratando de escolha, pare, pense, avalie, analise, as pessoas
mais sábias que conheço são pessoas fascinantes. Entra aí o erótico do saber,
pessoas com essência são pessoas que nos prendem, fazem com que descubramos
valores que não imaginávamos ter, dialogam sobre ideias e nos encantam com
suas brilhantes mentes. Na era do intangível, das discussões da essência sobre
a forma talvez tenhamos que pensar que uma cabeça cheia de neurônios postos em
pleno exercício sejam mais do que nunca a atração do momento para quem busca
dar novo sentido as suas relações vinculares.
Este espaço de reflexão intitulado: " Sem MÁSCARAS e Sem RODEIOS:Ponderando em ecos..." Espaço instituído e constituído busca despir apontamentos mais postulares sobre assuntos que envolvem o processo educativo nas esferas sociais, uma vez que é inconcebível nos negarmos a pensar sobre a realidade posta digerindo muitas vezes a perversidade de um Sistema aparelhado para nos cobrir com " viseiras" diante da mobilidade de fatos e feitos. Sintam-se acolhido(a)s neste universo reflexivo!
domingo, 8 de setembro de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
QUEM NÃO TEM JARDINS POR DENTRO NÃO TEM JARDINS POR FORA: UMA REFLEXÃO!
CUIDADO COM AS PESSOAS QUE NÃO
CUIDAM OU NÃO ZELAM PELOS SEUS JARDINS!
(...) Sonho com um
jardim. Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera… Nada
me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em
meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços
siderais vazios… E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles
homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas…
Com certeza um demônio qualquer fez com que se esquecessem dos sonhos
fundamentais da humanidade. Com certeza seu mundo interior ficou também
metálico, eletrônico, sideral e vazio… E com isto, a esperança do Paraíso se
perdeu. Pois, como o disse o místico medieval Angelus Silésius:
Se, no teu centro
um Paraíso não
puderes encontrar,
não existe chance
alguma de, algum dia,
nele entrar (...)
PONDERANDO: Penso
que podemos nos fortalecer na reflexão do grande pensador Rubem Alves, quantas
pessoas que desprovidas de virtudes e valores de acolhimento e de respeito ao
semelhante se portam com tamanha deselegância que nos fazem constatar o quanto
seus “jardins” estão sem qualquer cuidado. Não esqueçamos que estamos na ERA DO
INTANGÍVEL, da essência se revelando diante da forma, ou seja, de nada nos vale belo “verniz”
se quem chega não traz “raiz” diante das muitas visões de mundo.
domingo, 18 de agosto de 2013
NADA DO “SENHOR EUQUIPE” - ESPAÇO SIM PARA O TRABALHO EM EQUIPE NAS ORGANIZAÇÕES!
Existem em largos diálogos
uma ideia de que precisamos trabalhar em equipe (ter/fazer/ e tomar parte nos
processos decisórios) dentro de uma organização. Mas na prática isto realmente
acontece? Estamos vivendo mais os tempos do grupo ou da atividade em equipe? E
o “SENHOR EUQUIPE?” Nos é dado espaços para que possamos ser (com todo o
direito que temos de existirmos em nossas diferenças humanas) na coletividade
institucional? Boas perguntas cujas respostas se exalam na medida em que cada
leitor se apropria deste texto. As discussões voltadas ao comportamento
organizacional rezam sem piedade: as instituições que pretendem prosperar vão
ter que deixar de lado a formatação de pessoas como se fossem peças desenhadas
ou moldadas de um mero jogo de encaixe e abrindo mão desta concepção passar a
olhar para a singularidade e para as habilidades profissionais que cada sujeito
traz consigo. Aprender a trabalhar em equipe (pessoas implicadas e
comprometidas na busca de um mesmo ideal institucional) é diferente de uma
manifestação de grupo (um aglomerado humano que busca realizar uma dada
atividade sem implicação coletiva) e exige que ampliemos o olhar para ver o
belo, “a boniteza” nas diferenças humanas e naquilo que podem nos revelam de
atitudes competentes em suas singularidades. Cai por terra a ideia de que
nossos colaboradores precisam deter apenas forma e não essência: assim minha
dica aos profissionais que recrutam e selecionam pessoal (não gosto muito desta
expressão) para as empresas, vamos sacudir o pó e abrir a mente.
O grande Yanni nos mostra esta
constatação da celebração das diferenças quando nos revela esta bela apresentação
de diversidade de instrumentos, todos ocupando ser lugar para fazer a bela
coletividade musical, apreciemos:
Que fique minha reflexão!
domingo, 21 de julho de 2013
Pensando na LEI DO RETORNO!
Pensando na LEI DO RETORNO: Considerada uma lei universal afirma que tudo o que você faz
volta para você. Pensemos então, todas as religiões revelam a mesma verdade, a
física tradicional também diz isso (Lei de Newton) e até a física quântica
desemboca para a mesma abordagem. Enfim, parece-me claro então que tudo o que fazemos
em atitudes boas ou más retorna em teor, talvez com outros formatos, como se
fosse um bumerangue.
O segredo
está em refletirmos diante do que buscamos atingir com esta ou aquela postura e
mais em aprendermos sempre com os “retornos” não tão agradáveis que se voltam
as nossas vidas cotidianas. Entendo que
na medida em que as coisas vão acontecendo todos os nossos esforços, todas as
nossas lutas estão sendo atentadas pela Lei do Retorno e a nós voltará situações
que nos fortifique diante de tudo o que foi enfrentado. Agora é evidente que não
será diferente com aqueles que se valendo da esperteza perversa tentam esmagar
o talento do semelhante.
Tudo é uma
questão de entender a LEI DO RETORNO
e assumir os inevitáveis RETORNOS,
tenham eles o sabor de nossas escolhas e decisões diante do mundo!
terça-feira, 25 de junho de 2013
DOS COZINHEIROS E DE SEUS PREPAROS!
Estava eu sentado na varanda de minha casa num tempo que nem recordo lendo um texto que abordava a história de uma mulher que de faxineira passou a uma das maiores intelectuais de seu país, o mesmo texto trazia as humilhações e os desafios que teve que enfrentar inclusive por ser negra e carregar o empoeirado preconceito de que a ela não cabia tal possibilidade. E como grande intelectual passou a defender e discutir em suas pesquisas o poder libertador que se hospeda no conhecimento, na arte de saber sobre coisas, fatos e pessoas numa profundidade que não se baseia em “achismos” e que não se faz com gritos somente do que projeta os desejos de nossa mente. Pensei então que ser crítico e estudioso nos dias atuais é como cozinhar: é preciso preparo, é preciso ingredientes, é preciso de ambiente, é preciso de temperos, enfim, é preciso dar sabor, aliás, dizem que saber tem que ter sabor, eu creio nisto. E nós, cozinheiros que preparamos e construímos o saber com sabor temos que proteger-nos de quem pensa que pode “virar” cozinheiro, que fique claro, para ser cozinheiro há exigências: existe todo um ritual de preparação fundamentado no estudo, na cautela, no cuidado com o ritual da pajelança, da fusão. Eis o desafio: não permitir que falsos cozinheiros se apoderem de nossas cozinhas à eles cabe apenas o achismo, a gritaria, o barulho, a rodinha do feudo, e as garantias que nascem das barganhas que mesmo escarrapachadas fazemos de conta que não percebemos que não enxergamos. Enfim como cozinheiros que dão o sabor ao saber não podemos nos furtar o direito de exigir nosso espaço social conquistado pelos anos de cozinha: preparos de saberes com sabores, e aos demais que buscam apenas “virar” cozinheiros sem a devido percurso de estudo e dedicação peço que se flagrem voltando à roda da deselegância.
domingo, 23 de junho de 2013
HOMOFOBIA: ESTAMOS PEDINDO SOCORRO AO BOM SENSO!
É DE PEDIR SOCORRO AO BOM
SENSO: O projeto, de
autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), foi aprovado na Comissão de Direitos
Humanos e Minorias (CDHM) na última terça-feira (18). O texto, no entanto,
ainda precisa ser votado pela Seguridade Social e Família, de Constituição e Justiça antes de ir para o Plenário da Casa.
AGORA
VEJAM O QUE DIZ A ESPECIALISTA DA ÁREA DA PSICOLOGIA:
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Registra Maria de Fátima Nassif, presidenta do Conselho Regional
de Psicologia de São Paulo: “É inadmissível essa proposta de 'cura gay'. Nós
não aceitamos a homossexualidade como doença”, disse ainda, o psicólogo pode, se for
procurado, tratar um homossexual tranquilamente, mas, para ajudá-lo com o
sofrimento que ele possa ter advindo da sua condição ou não. Sofrimento por
homofobia, por opressão ou outros da natureza humana”, acrescentou ao enfatizar
que considera o projeto uma ingerência na atividade em Psicologia.
Fonte de suporte: http://www.novojornal.jor.br
E
para os hipócritas mantidos pelo preconceito e pela falta de leitura técnica na
área me resta protestar minha indiferença!
sexta-feira, 7 de junho de 2013
QUEM SÃO ESTES QUE FALAM EM NOME DE UMA JUSTIÇA TÃO DESIGUAL?
A
tentativa permanente de sufocar os gemidos dos excluídos do mundo se
intensifica quando vemos o “destempero” dos opressores ao se depararem com a
sombra, sempre presente, da inquisição social dos inocentes. A verdade é que
nosso cenário contemporâneo está aparelhado para comprometer o acolhimento.
As pessoas que negam a condição humana meu
alerta: quem insistir em vestir a camiseta da discriminação e da indiferença
será convidado a sucumbir em sua enfática mediocridade.
Urge o momento histórico e precisamos exercer o acolhimento
no consciente desejo de celebrar as diferenças, respeitando o outro em sua
condição de ser humano, uma vez que não nos é conferido o direito de decepar
cabeças em nome daquilo que julgamos ser correto, de negar ao outro espaço, por
que nossa velha e empoeirada concepção moral diz que todos devem ser iguais,
formatados como bonecos de gesso. Pare por um instante e reflita: o que impera
em seu interior, o bom senso ou a amargura?
Acreditar na sacralidade do amor ainda é a forma mais
sábia para proteger-nos dos golpes rasteiros da exclusão social.
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