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domingo, 24 de novembro de 2013

DAS CERCAS MENTAIS, CADA PORTA UMA ESCOLHA QUE SE REVELA!


Entendo que umas das cercas mais difíceis de serem derrubadas são as “cercas mentais”, aqueles pensamentos que vez por outra surgem dizendo que não podemos, não vamos conseguir, deixe como está, se cale e sei lá quantos outros insight de conformismo que reboam na perspectiva de garantir que não busquemos atingir nossas metas e objetivos pessoais e profissionais.
É chegada a hora de rompermos com os grilhões que talvez nos prendam para que não cheguemos até esta cerca de machado em punho e de uma vez por todas atinjamos a coragem de fazer a ruptura, de abrir caminho, pois somos capazes de nos superarmos, nossa vocação pensante nos prova esta afirmação, nascemos para prosperar, porém tudo passa pela decisão: decisão pela busca, decisão pelo rompimento, decisão pelo afeto, decisão pela coragem, decisões. A cada porta uma escolha que se revela. E a nós cabe a busca, o resgate de quem somos: sacudir a poeira, mudar de lugar, avaliar nossos amores e desafetos, reordenar a caminhada.
No desejo do encontro nos perdemos por vezes, mas precisamos entender que esta perda é necessária porque só nos encontraremos se reconhecermos que não estamos no caminho que entendemos como certo para nossa jornada no mundo. E assim vamos nos fazendo.
 Vencer as cercas mentais implica em crer que muitas vezes teremos que ir na contramão de tantos discursos carregados de versões domésticas que registram que temos que cumprir rituais que entendemos não caber mais diante de nossa evolução humana.  







sexta-feira, 15 de novembro de 2013

APRENDENDO COM LYA LUFT!

Esta reflexão nos faz entender que muitas vezes para pensar de maneira critica e sair da ideia do trivial temos que transgredir as cercas mentais que nos impedem de ver e compreender as tramas sociais.


PENSAR É TRANSGREDIR

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. 
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. 
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. 
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!" 
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. 
Sem ter programado, a gente pára pra pensar. 
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se. 
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. 
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. 
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. 
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. 
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. 
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. 
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. 
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. 
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha à pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. 
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá à pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. 
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

domingo, 27 de outubro de 2013

DAS PIMENTAS E DOS PENSAMENTOS APIMENTADOS!

Realizando alguns estudos descobri que as pimentas são originárias das Américas e foi no tempo do Descobrimento que ela foram introduzidas no resto do mundo. Segundo o que li elas já aparecem a 7.000 a.c. na região do México. Bom, vamos à reflexão que proponho neste texto, ainda se diz que pimenta é o nome comum dado a várias plantas, seus frutos e condimentos deles obtidos, de sabor geralmente picante. PICANTE! Algo picante é algo que EXCITA o paladar, por vezes ouvimos falar: “tempero picante” pode ser quando fomos marcados pelo tempero das pimentas. Acredito que na vida temos que aprender com as pimentas, elas nos oportunizam o calor na boca, a vontade de saborear algo ou de lançar mão, pois bem,  em situações da nossa trajetória vivemos momentos onde a cortesia não atinge a hipocrisia, onde a elegância não dialoga com a estupidez, sozinhas são fracas para tamanhas artimanhas que presenciamos, entra em cena então o que chamo de “cortesia ou elegância apimentada”, é quando temos que ser incisivos, pontuais, claros e objetivos dentro daquilo que nos propomos a dialogar, um sábio diz que pessoas agressivas, espalhafatosas, que acham que podem ganhar “no grito” devem ser combatidas com a cortesia que nasce da pimenta. Aquele que se utiliza da elegância ou cortesia apimentada fica imunizado à roda destas situações, sua clareza em postar aquilo que acredita afasta o barulho daqueles que buscam nos desestabilizar.
Pensamentos apimentados, este é o segredo, cada um pode utilizar-se desta sugestão como julgar pertinente, eu aconselho: tenham todos bons e prósperos pensamentos de cortesia e elegância carregados de muita pimenta.




domingo, 29 de setembro de 2013

VOCÊ É... E NÃO ADIANTA FUGIR DE SUA TRILHA HISTÓRICA...

Vamos refletir sobre o que nos faz como seres humanos em nossa forma de agir diante do mundo. Somos muito mais de nossa trilha histórica do que imaginamos nossa forma de olhar e entender as coisas que nos cercam se refletem em nossa conduta.


VOCÊ É...

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra. 

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora. 

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda. 

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima. 

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia. 

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.


domingo, 8 de setembro de 2013

A BELEZA DA INTELIGÊNCIA: DAS PESSOAS FASCINANTES!

É sabido que vivemos numa sociedade esculpida por uma concepção de beleza que perpassa por imaginários sociais já internalizados: mulheres e homens correndo pela possibilidade de transformarem seus corpos em esculturas, mesmo que suas cabeças estejam vazias, a busca é apenas pela forma e não pela essência. Quem de nós não conhece aquela pessoa que “bem apanhada” pelo estereótipo de beleza não consegue conversar por mais de dez minutos sobre algo trivial. Só verniz!  A beleza da inteligência de alguém traz tamanho encantamento que quem descobre este segredo passa a entender porque muitas vezes ficamos maravilhados com quão sábio podemos nos tornar se aprendermos a exercitarmos nossa capacidade pensante e estimularmos ainda mais nossos neurônios. Claro que as duas belezas, a da forma e a da essência num corpo só deve ser uma benção, mas se tratando de escolha, pare, pense, avalie, analise, as pessoas mais sábias que conheço são pessoas fascinantes. Entra aí o erótico do saber, pessoas com essência são pessoas que nos prendem, fazem com que descubramos valores que não imaginávamos ter, dialogam sobre ideias e nos encantam com suas brilhantes mentes. Na era do intangível, das discussões da essência sobre a forma talvez tenhamos que pensar que uma cabeça cheia de neurônios postos em pleno exercício sejam mais do que nunca a atração do momento para quem busca dar novo sentido as suas relações vinculares. 

domingo, 25 de agosto de 2013

QUEM NÃO TEM JARDINS POR DENTRO NÃO TEM JARDINS POR FORA: UMA REFLEXÃO!


CUIDADO COM AS  PESSOAS QUE NÃO CUIDAM OU NÃO ZELAM PELOS SEUS JARDINS!


 RECORTES DO TEXTO DE RUBEM ALVES, JARDIM!


(...) Sonho com um jardim. Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera… Nada me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços siderais vazios… E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas… Com certeza um demônio qualquer fez com que se esquecessem dos sonhos fundamentais da humanidade. Com certeza seu mundo interior ficou também metálico, eletrônico, sideral e vazio… E com isto, a esperança do Paraíso se perdeu. Pois, como o disse o místico medieval Angelus Silésius:

Se, no teu centro
um Paraíso não puderes encontrar,
não existe chance alguma de, algum dia,
nele entrar (...)




PONDERANDO: Penso que podemos nos fortalecer na reflexão do grande pensador Rubem Alves, quantas pessoas que desprovidas de virtudes e valores de acolhimento e de respeito ao semelhante se portam com tamanha deselegância que nos fazem constatar o quanto seus “jardins” estão sem qualquer cuidado. Não esqueçamos que estamos na ERA DO INTANGÍVEL, da essência se revelando diante da forma, ou seja, de nada nos vale belo “verniz” se quem chega não traz “raiz” diante das muitas visões de mundo. 

domingo, 18 de agosto de 2013

NADA DO “SENHOR EUQUIPE” - ESPAÇO SIM PARA O TRABALHO EM EQUIPE NAS ORGANIZAÇÕES!



Existem em largos diálogos uma ideia de que precisamos trabalhar em equipe (ter/fazer/ e tomar parte nos processos decisórios) dentro de uma organização. Mas na prática isto realmente acontece? Estamos vivendo mais os tempos do grupo ou da atividade em equipe? E o “SENHOR EUQUIPE?” Nos é dado espaços para que possamos ser (com todo o direito que temos de existirmos em nossas diferenças humanas) na coletividade institucional? Boas perguntas cujas respostas se exalam na medida em que cada leitor se apropria deste texto. As discussões voltadas ao comportamento organizacional rezam sem piedade: as instituições que pretendem prosperar vão ter que deixar de lado a formatação de pessoas como se fossem peças desenhadas ou moldadas de um mero jogo de encaixe e abrindo mão desta concepção passar a olhar para a singularidade e para as habilidades profissionais que cada sujeito traz consigo. Aprender a trabalhar em equipe (pessoas implicadas e comprometidas na busca de um mesmo ideal institucional) é diferente de uma manifestação de grupo (um aglomerado humano que busca realizar uma dada atividade sem implicação coletiva) e exige que ampliemos o olhar para ver o belo, “a boniteza” nas diferenças humanas e naquilo que podem nos revelam de atitudes competentes em suas singularidades. Cai por terra a ideia de que nossos colaboradores precisam deter apenas forma e não essência: assim minha dica aos profissionais que recrutam e selecionam pessoal (não gosto muito desta expressão) para as empresas, vamos sacudir o pó e abrir a mente. 

O grande Yanni nos mostra esta constatação da celebração das diferenças quando nos revela esta bela apresentação de diversidade de instrumentos, todos ocupando ser lugar para fazer a bela coletividade musical, apreciemos:

Que fique minha reflexão!