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domingo, 19 de maio de 2013

REFLEXÃO DE MANTOAN: UM CONVITE A QUEBRA DAS GAIOLAS DA EXCLUSÃO!

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Nossa pesquisadora Maria Teresa Eglér Mantoan é Pedagoga, Mestre e Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, e também professora da mesma instituição. Dedica-se, nas áreas de pesquisa, docência e extensão, debruça-se na discutição profunda do direito de todos os alunos à Educação Escolar de Nível Básico e Superior de Ensino. Oficial da Ordem Nacional do Mérito Educacional no Grau de Cavaleiro - Reconhecimento a contribuição à Educação no Brasil. 



Uma boa leitura para quem estuda o fenômeno social, logo, escolar, do processo de entendimento a diversidades humanas:


PONDERANDO:   É interessante o quanto meus estudos no campo da Psicopedagogia e das legitimidades humanas têm apontado para um breve momento histórico onde as massas marginalizadas eclodiram com força total tomando novamente para si o que a sociedade excludente destes usurpou, me parece que este processo começou a se revelar: aos moralistas empoeirados de plantão muito cuidado, o reconhecimento e a validação das diferenças é um modelo social que veio para se estabelecer. Que fique meu alerta!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

ESTAR SEMPRE ABERTO PARA DESCOBRIR NOVAS POSSIBILIDADES DE VER O MUNDO, UMA BOA OPÇÃO!


Nossa querida escritora Martha Medeiros num fragmento escolhido por este psicopedagogo extraído de um de seus textos denominado: Espírito Aberto” nos convida a pensarmos sobre nossa capacidade de nos voltarmos às aprendizagens que o mundo pode nos acrescentar, e mais nos revela muitas possibilidades de evoluirmos diante das experiências que vamos vivendo sejam elas da natureza que forem: boas ou não tão boas segundo o olhar de cada um, o importante é termos espírito aberto para nos reconstruirmos diante das situações que a vida vai nos trazendo como vivências que devem nos fortalecer em nossas leituras de mundo.

 Leiam sua fascinante reflexão:
 

“(...) Eu já fui um caramujo ambulante, daquelas criaturinhas desconfiadas, que torcia o nariz para tudo o que não fosse xerox do meu pensamento. Desprezava os diferentes de mim e com isso, claro, custava para encontrar meu lugar no mundo. Era praticamente um autoboicote. Me trancava no quarto e achava que ninguém me compreendia.
(...) Um dia, percebi que o mundo era maior do que o meu quarto e que eu tinha apenas duas escolhas: absorvê-lo ou brigar contra ele. Contrariando minha natureza rebelde, optei por absorvê-lo.
(...) Abracei tudo o que me foi oferecido, deixei de me considerar importante, comecei a achar graça da vida e, com a passagem dos anos, só melhorei, não parei mais de me desobstruir, de lipoaspirar mágoas e ranzinzices - a não ser que desejasse posar de poeta maldita, o que não era o caso. Me salvei eu mesma e fui tratar de aproveitar cada minuto, que é o que venho fazendo até hoje (...).


 SOBRE A ESCRITORA:

Martha Medeiros é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez seu percurso profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em várias agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixando de lado essa a área de atuação inicial mudando-se assim para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.

De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e colabora com a revista Época. Autora de vários livros e escritora consagrada.

FONTE: PENSADOR. INFO




domingo, 28 de abril de 2013

PARA QUEM PENSA QUE COM ESPETÁCULOS SOCIAIS ALIENA AS PESSOAS!




Gosto de observar o quanto algumas pessoas que se julgam detentoras do “SABER ABSOLUTO” se movimentam no sentido de tentar nos passar “ a conversa” quando o assunto é cidadania e as tramoias sociais que grupos fechados constituem para beneficiar mais uma vez um mesmo“ grupo de pessoas.”
É interessante observar a cenografia que é feita para projetar a população que algumas pessoas estão ocupando cargos ou funções de ponta por mérito, pura balela. Penso que seria mais elegante assumir que pessoas são colocadas em lugares fixos para cumprir protocolos que atendam as expectativas dos supostos poderosos do feudo.

Em suma, fiquem atentos, observem o quanto é interessante o movimento alienante a que se prestam algumas estratégias criadas para mais uma vez cumprirem com o famoso dito: “E quem está na dança das cadeiras sempre acha uma para sentar-se.”

Comigo este tipo de tentativa ridícula não funciona!

Uma boa leitura:
A obra sugerida explora os novos dilemas das nossas sociedades (velocidade/lentidão, privado/público, autoridade/ idolatria, acontecimento/política) para mostrar como, neste mundo globalizado, a ação reflexiva e crítica é simultaneamente possível e exigida.

domingo, 7 de abril de 2013

CANÇÃO ÓBVIA de Paulo Freire: Aprendendo sobre os mistérios dos caminhos!





Mais uma vez trago para pauta e reflexão nosso saudoso e grande intelectual da Pedagogia, o  mestre Paulo Freire consagrado como Patrono da Educação Brasileira. Aponto esta fantástica construção teórica para que leiam com espírito crítico uma de suas produções: a CANÇÃO ÓBVIA e peço que atentem para a sabedoria da mensagem que se revela a cada leitura feita, pois como diz: “Por isso enquanto te espero trabalharei nos campos e dialogarei com homens, mulheres e crianças (...) meus pés aprenderão os mistérios dos caminhos (...).”
Sou entendedor de que é chegado o momento de nossos caminhos serem firmados com pés seguros de quem sabe aonde quer chegar e os desafios que terá que enfrentar para não ser consumido pela mediocridade que cerca a sociedade muitas vezes aparelhada para excluir, negando a diversidade humana.


Boa leitura e não se esqueçam de se autorizarem as reflexões: 



“Escolhi a sombra de uma árvore para meditar
no muito que podia fazer enquanto te esperava
quem espera na pura esperança
vive um tempo de espera qualquer.

Por isso enquanto te espero
trabalharei nos campos e dialogarei com homens, mulheres e crianças
minhas mãos ficarão calosas
meus pés aprenderão os mistérios dos caminhos
meu corpo será queimado pelo sol
meus olhos verão o que nunca tinham visto
meus ouvidos escutarão ruídos antes despercebidos
na difusa sonoridade de cada dia.

Desconfiarei daqueles que venham me dizer
à sombra daquela árvore, prevenidos
que é perigoso esperar da forma que espero
que é perigoso caminhar
que é perigoso falar...
porque eles rechaçam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que venham me dizer
à sombra desta árvore, que tu já chegaste
porque estes que te anunciam ingenuamente
antes de denunciavam.

Esperarei por ti como o jardineiro
que prepara o jardim para a rosa
que se abrirá na primavera.”


(Paulo Freire)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

APRENDA A UTILIZAR SABIAMENTE A LEI DO RETORNO!

É importante que tomemos nesta reflexão a sabedoria de antigos mestres quando cheios de entendimento de mundo disseram que colhemos aquilo que semeamos; quando ensinaram que deveríamos amar aqueles que se dizem nossos inimigos; quando profetizaram que com a mesma medida com que medimos, seremos medidos. Antigas verdades instuídas por grandes pensadores. O que fica claro é que a ação e reação é LEI IRREVOGÁVEL. Dê amor ao mundo que o cerca e o receberá de volta, multiplicado. De votos de prosperidade a todas as criaturas e a prosperidade entrará em seu círculo de energias dominantes, produzindo êxitos em todos os sentidos.


NOS ESCRITOS DE ALBERT EINSTEIN:

Valiosa lição para todos nós, seres humanos em franco processo de inconclusão: um sábio alerta carregado de possibilidades de aprendizagens!

quinta-feira, 21 de março de 2013

SERÁ QUE ESTAMOS COM A VISTA CANSADA? PERGUNTOU UM MESTRE!




VISTA CANSADA


Otto Lara Resende

(...) Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê (...) nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.


domingo, 3 de março de 2013

APRENDENDO COM ALICIA FERNÁNDEZ!


 


Sobre:

Alicia Fernández é psicopedagoga formada pela Facultad de Psicopedagogía da Universidad del Salvador, Buenos Aires, Argentina. Tem desempenhado fundamental papel no desenvolvimento e formação de psicopedagogos em toda a América Latina e em Portugal. Seus livros são a base teórica de muitos estudos recentes nesta área. Sua atuação parte de Buenos Aires, passando pelo interior da Argentina e inclusive por outros países, onde tem sedimentado núcleos de trabalho permanente através de cursos de Pós-graduação e de seminários periódicos em diversas cidades brasileiras e argentinas.

Fonte de suporte: Wikipédia.


PONDERANDO:

Alicia Fernández, psicopedagoga de alto gabarito intelectual forja discussões sobre o papel deste profissional nos espaços institucionais além ajudar a perfilar a própria formação acadêmica parafraseando a matriz dos Cursos de Psicopedagogia. O profissional psicopedagogo tem atuado no âmbito clínico e institucional oportunizando discutir o fenômeno da aprendizagem respeitando a especificidade de cada cenário.

 ALGUMAS OBRAS DA ESCRITORA: 





 

Prof. Esp. Rodrigo Dalosto Smolareck

Psicopedagogo Clínico, Institucional e Empresarial