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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

QUEREM MATAR A CONDIÇÃO HUMANA!?

Prof. Rodrigo Dalosto Smolareck
Quem são estes que falam em nome de uma justiça tão desigual? Os inúmeros discursos disseminados pelos múltiplos “guetos” de nossa sociedade apresentam o oprimido, seja ele o negro, o homossexual, o imigrante ou um irmão marginalizado qualquer, como alguém que está, eternamente “pagando a penitência” por ter sido jogado nos fundões da vida.  Algumas Instituições, fechadas em seu pseudomoralismo acham que alguns seres humanos, diferentes da “maioria”, num belo dia da vida, sem nada pra fazer, por pura distração, escolheram ser isso ou aquilo. Que “engano consciente”,uma vez que sabemos que a vida em sua plenitude se dá pelas diferenças, e ainda, que ninguém pode negar sua essência.  É patético perceber que os defensores desta postura discriminatória desconhecem a alma humana em sua condição legítima. A tentativa permanente de sufocar os gemidos dos excluídos do mundo se intensifica quando vemos o “destempero” dos opressores ao se depararem com a sombra, sempre presente, da inquisição social dos inocentes. A verdade é que nosso cenário contemporâneo está aparelhado para comprometer o acolhimento.
               As pessoas que negam a condição humana meu alerta: quem insistir em vestir a camiseta da discriminação e da indiferença será convidado a sucumbir em sua enfática mediocridade. Urge o momento histórico e precisamos exercer o acolhimento no consciente desejo de celebrar as diferenças, respeitando o outro em sua condição de ser humano, uma vez que não nos é conferido o direito de decepar cabeças em nome daquilo que julgamos ser correto, de negar ao outro espaço, por que nossa velha e empoeirada concepção moral diz que todos devem ser iguais, formatados como bonecos de gesso.  Pare por um instante e reflita: o que impera em seu interior, o bom senso ou a amargura?
A inclusão, enquanto prática de acolhimento do semelhante, se sobrepõe a um manual de regras e se incorpora nos encontáveis rostos que anseiam, não apenas pelo secular pedido de desculpas pela condenação “enganosa”, mas também a oportunidade de  efetivarem o grande ideal possível de ser sujeito de sua própria história. Acreditar na sacralidade do amor ainda é a forma mais sábia para proteger-nos dos golpes rasteiros da exclusão social.

     

Sem MÁSCARAS e Sem RODEIOS: Ecos...


Somos sabedores que nossa cultura e suas manifestações desenham nossas tramas sociais, e isto está determinado, é enredo histórico!
Assim, pondero sobre fatos e feitos que vivemos e que enchem de viseiras nossos olhos, pois de tanto ver, já dizia um poeta, passamos a não enxergar mais, é partindo desta constatação que me proponho a pontuar neste espaço interativo algumas reflexões pessoais tendo como chamada: “Sem MÁSCARAS e Sem RODEIOS: Poderando em ecos...”!
Não tenho nenhuma pretensão de instituir verdades absolutas ou congratular pessoas ou situações, mas sim registrar meu posicionamento face às leituras que me fazem enquanto ser humano que há anos estuda e se surpreende com a condição humana.
Numa analogia que fiz em um artigo sobre casamento e maquiagem, postado no blog de meu querido Márcio Brasil, lá pelas tantas, no orgasmo de minhas reflexões, registro que criticar aqueles que buscam assumir sua posição no mundo parece que virou o “estojo” de maquiagem que cobre o que não foi revelado e que oculto neste sujeito mal resolvido consigo mesmo se tornou perverso.
Partindo deste pequeno recorte: Quanta máscara, quanto pó, quanto cobertura na tentativa de negar a prosperidade humana pelas vias do potencial que cada um desvela, mas sim, graças ao estojo de mil ferramentas, hoje há uma espécie de modernização do processo de opressão. Usa-se o estojo de maquiagem, o espartilho, e outros adereços sociais para formatar os sujeitos dando-lhes a impressão mentirosa que estão frouxos, com direito a voz e vez.
Os intelectuais de uma pedagogia da libertação, face a este jogo de xadrez, tem o dever de “sacudir” a poeira num processo de despertar. É preciso deixar a porta da gaiola aberta para que possam todos alçarem vôo!




REFLEXÕES EM GOTAS... fragmentos de PAULO FREIRE!


“A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.”

“ As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las.”

“A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

“Quem não lê, não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo.”

UMA BREVE APRESENTAÇÃO...

O cenário atual tem se caracterizado por rápidas mudanças. As descobertas científicas, os avanços tecnológicos, a todo o instante surgem surpreendentes trazendo revelações de todas as esferas e manifestações sociais de todas as ordens, afirmando a capacidade pensante do ser humano. Inseridos neste contexto precisamos desenvolver  competências existenciais para dinamizamos nossa capacidade de adaptação, evidenciando-nos  inseridos nos movimentos da história. 
Este espaço de  reflexão intitulado: " Sem MÁSCARAS e Sem RODEIOS: Ponderando em ecos... " Espaço instituído e constituído busca despir apontamentos mais postulares sobre assuntos que envolvem o processo educativo nas esferas sociais, uma vez que é inconcebível nos negarmos a pensar sobre a realidade posta digerindo muitas vezes a perversidade de um Sistema aparelhado para nos cobrir com " viseiras" diante da mobilidade de fatos e feitos.
Sim, eu sou Rodrigo Dalosto Smolareck, um ser humano inacabado, inconcluso, disposto a aprender a aprender, Pedagogo, Psicopedagogo Clínico e Institucional e Especialista em Pedagogia e Psicopedagogia Empresarial, sem máscaras e sem rodeios...disposto a celebrar vôos e não gaiolas para o pensar.
Sintam-se acolhido(a)s!